Um paciente e um médico conversando sobre opções em uma mesa de consulta

Se a sua cirurgia no exterior deu errado, siga a ordem: trate primeiro qualquer emergência médica e depois avalie suas três opções reais de correção, a clínica original, a revisão no seu país e (raramente útil) a via judicial. A dura verdade é que o sistema de saúde do seu país e o seguro viagem padrão não financiarão a correção eletiva, então o custo geralmente recai sobre você, a menos que tenha uma cobertura de complicações específica contratada antes de viajar. Este guia percorre cada etapa.

"Malsucedida" é a palavra que os pacientes usam quando um procedimento no exterior dá errado, e ela abrange dois problemas bem diferentes: uma verdadeira complicação médica, como uma infecção ou uma ferida que não cicatriza, e um mau resultado, um desfecho estético decepcionante ou pior. No momento eles parecem iguais, mas levam a opções diferentes e a respostas diferentes sobre o seguro, então vale a pena separá-los.

Primeiro: é uma complicação ou um resultado?

Tipo de "malsucedida" Exemplos O que afeta principalmente
Complicação médicaInfecção, sangramento, um coágulo, abertura da ferida, dano em nervos, um problema com o implanteSua saúde, e o que o seguro pode cobrir
Mau resultado estéticoAssimetria, correção excessiva ou insuficiente, cicatrizes, uma aparência que você não queriaSe a clínica fará a revisão; em geral não é um assunto de seguro

Essa distinção importa porque a cobertura de complicações é para complicações médicas, não para a insatisfação com a aparência de algo. Uma revisão porque um implante infeccionou é um evento médico; uma revisão porque você não gostou do formato, em geral, não é. Se o seu problema é uma complicação médica, especialmente com sintomas de alerta, o primeiro passo não é decidir quem paga. É ser avaliado.

Se você tem vermelhidão que se espalha, febre, pus, dor intensa, falta de ar ou se sente muito mal, trate como uma emergência e procure atendimento agora. Veja infecção após cirurgia no exterior para conhecer os sinais de alerta que significam ir ao pronto-socorro, e não esperar a clínica responder.

Com que frequência isso acontece?

A maioria dos procedimentos em instalações confiáveis e credenciadas corre bem. Mas os maus resultados são comuns o bastante para serem um fardo mensurado nos sistemas de saúde dos países de origem. Uma pesquisa do Reino Unido identificou 655 pacientes tratados pelo NHS por complicações após cirurgia eletiva no exterior, mais da metade deles com complicações graves que exigiram cirurgia ou tratamento prolongado, e a grande maioria desses procedimentos havia sido feita na Turquia. Os problemas se concentram em cirurgias plásticas e bariátricas, com tratamentos dentários, transplantes capilares, BBLs, abdominoplastias e rinoplastia entre os procedimentos citados com mais frequência. Isso não é motivo para evitar tratamento no exterior; é motivo para escolher com cuidado e se planejar para o pior cenário.

Suas três opções para corrigir

1. Voltar à clínica original

Muitas clínicas, especialmente as grandes clínicas internacionais, oferecem uma revisão ou uma "garantia" se um resultado falha dentro de um prazo definido. Em princípio, é a solução mais barata, já que a revisão em si pode ser gratuita. Na prática, significa viajar ao exterior de novo, muitas vezes doente ou constrangido, arcando com passagens e tempo, e confiando no mesmo prestador que produziu o problema. Pode ser a decisão certa, mas vá com os registros e com um entendimento claro, por escrito, do que a garantia cobre.

2. Corrigir no seu país

A maioria dos pacientes acaba buscando a correção no próprio país, e é aí que o custo pesa mais. O sistema público de saúde tratará uma emergência médica, mas não financiará a revisão eletiva nem a correção estética de um procedimento particular que você escolheu fazer no exterior, como explicamos em meu médico tratará complicações de uma cirurgia no exterior? Isso geralmente significa pagar do próprio bolso na rede privada, e uma cirurgia de revisão no seu país pode custar mais do que toda a viagem original, porque o trabalho de revisão é mais complexo que o primeiro procedimento.

3. Ação judicial contra a clínica

Os pacientes perguntam com frequência se podem processar. É possível em princípio, mas geralmente muito difícil na prática: em regra, a ação precisa ser movida no país onde o tratamento aconteceu, sob as leis daquele país, com advogados locais, padrões de prova diferentes, valores de indenização diferentes e prazos diferentes. Os termos de consentimento assinados no exterior podem limitar ainda mais o recurso. Sendo realista, a via judicial raramente entrega um remédio rápido ou confiável, e é por isso que ela é um último recurso, não um plano.

Por que o custo recai sobre você

O motivo pelo qual um procedimento malsucedido dói tanto no bolso é que os pagadores óbvios cobrem, cada um, apenas parte do trajeto, e nenhum cobre a correção:

Como funciona a cobertura de complicações

O seguro de complicações de viagem médica específico é o único produto criado para essa lacuna. Contratado antes de viajar, ele é desenhado para pagar as complicações médicas elegíveis do procedimento planejado e o tratamento que elas exigem, incluindo reinternação, e a evacuação de emergência se você ficar doente demais para voar de volta para casa. Duas coisas para ter claras:

O momento mais barato para lidar com um procedimento malsucedido é antes de ele acontecer: verificando bem o cirurgião e a instalação, e mantendo uma cobertura de complicações para que uma complicação médica não vire uma conta de cinco dígitos. Solicite uma cotação ou converse com a Ava para ver a cobertura para o seu procedimento.

Como reduzir o risco antes de viajar

A prevenção faz mais do que qualquer remédio depois do fato. Antes de reservar:

Fontes

Fontes

Informação geral, não aconselhamento médico, jurídico ou de seguros. Os resultados variam conforme o cirurgião e a instalação, e os termos de cobertura são definidos pela seguradora emissora e pelos documentos da apólice. Esta página é revisada periodicamente.

Vai citar esta página? Por favor, crie um link para https://aviaprotect.com/botched-surgery-abroad. Jornalistas, profissionais de saúde e pesquisadores podem usá-la com atribuição às fontes acima.

Perguntas frequentes

O que posso fazer se minha cirurgia no exterior deu errado?

Você tem três caminhos práticos, e a maioria dos pacientes usa uma combinação deles. Primeiro, se for uma emergência médica, procure atendimento agora, onde você estiver. Segundo, entre em contato com a clínica original, que pode oferecer uma revisão dentro da garantia, embora voltar ao exterior nem sempre seja prático ou desejado. Terceiro, busque a correção no seu país, geralmente na rede privada, já que os sistemas públicos tratam emergências mas não financiam a revisão eletiva de um procedimento particular feito no exterior. Se você tiver um seguro de complicações de viagem médica contratado antes de viajar, ele pode cobrir o tratamento que uma complicação elegível exigir.

O seguro cobre cirurgia malsucedida no exterior?

O seguro viagem padrão não cobre; ele exclui complicações de cirurgias eletivas para as quais você viajou. O seguro de complicações de viagem médica específico, contratado antes da partida, é desenhado para cobrir complicações médicas elegíveis do procedimento e o tratamento que elas exigem. Note a distinção: essa cobertura é para complicações médicas, como infecção, sangramento ou um coágulo, não para a simples insatisfação com um resultado estético, que em geral é um assunto da clínica, não da seguradora.

Posso processar uma clínica no exterior por cirurgia malsucedida?

É possível em princípio, mas geralmente muito difícil na prática. Em regra, a ação precisa ser movida no país onde o tratamento ocorreu, sob as leis daquele país, com advogados locais, e os padrões de prova, os valores de indenização e os prazos variam muito. Os custos e os termos de consentimento assinados no exterior podem limitar ainda mais o recurso. Sendo realista, a via judicial raramente produz um remédio rápido ou confiável, e é por isso que a prevenção e a cobertura de complicações importam mais do que a perspectiva de processar.

Quão comum é uma cirurgia malsucedida no exterior?

A maioria dos procedimentos em instalações confiáveis e credenciadas corre bem, mas os maus resultados são comuns o bastante para serem um fardo documentado. Uma pesquisa do Reino Unido identificou 655 pacientes tratados pelo NHS por complicações após cirurgia eletiva no exterior, mais da metade com complicações graves, e a grande maioria desses procedimentos havia sido realizada na Turquia. Os problemas relatados com mais frequência vêm depois de cirurgias plásticas e bariátricas.

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